{file_path}
{file_path}
Outros países:
Afeganistão
Sob diversas óticas, o Afeganistão é resultado de sua localização geográfica e de sua topografia. Ele já foi chamado de "encruzilhada da Ásia Central" porque o lendário Passo Khyber, localizado na fronteira com o Paquistão, é um ponto estratégico de ligação entre a Índia e as regiões ao oeste.
Muitos imperadores invadiram o Afeganistão com o objetivo de dominar essa passagem, mas a maioria fracassou, por ser o país, literalmente, cortado ao meio pela cordilheira Hindu Kush, que forma um esconderijo natural e uma barreira para os exércitos invasores. Os defensores afegãos só precisavam esconder-se atrás dessa barreira e aguardar o momento oportuno para atacar os inimigos.

Por outro lado, as montanhas do Hindu Kush têm causado uma guerra civil quase interminável entre exércitos governamentais e forças oposicionistas, assim como têm evitado a infiltração do evangelho e de influências consideradas modernizantes, como o desenvolvimento tecnológico. Os pataneses compõem o maior grupo étnico e constituem cerca de 42% da população do país. O segundo maior grupo, com 27% da população, é formado de tadjiques, seguido por hazaras e uzbeques. Do total de 31,9 milhões de pessoas, 44,6% possuem menos de 15 anos e 75,7% da população vive em áreas rurais.

Os ataques terroristas contra Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001, tiveram grandes consequências para a história contemporânea do Afeganistão. Depois de os EUA exigir a prisão e a extradição do saudita Osama Bin Laden (hospedado pelo governo Talibã e acusado dos ataques), declararam guerra contra o Talibã e, a partir do dia 7 de outubro, passaram a bombardear massivamente o território afegão, enfraquecendo a milícia fundamentalista.

Cerca de 99% da população é muçulmana e deste grupo 80% são sunitas. Há algumas minorias religiosas, incluindo-se cristãos. Antes dos conflitos de 2001, a maioria dos cristãos era estrangeira, mas estes se viram obrigados a abandonar o país com o início dos ataques norte-americanos.

A Igreja


O cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. No entanto, o século XIV assistiu à erradicação do cristianismo por Tamerlão, último dos grandes conquistadores da Ásia Central e, desde então, a influência cristã tem experimentado períodos de ascensão e declínio.

Durante a ocupação soviética e no período imediatamente posterior, era possível desenvolver algum tipo de ministério cristão, mas com a tomada do poder pelo Talibã, todos os missionários cristãos e a maioria dos cidadãos ocidentais foram expulsos do país. Era permitido aos estrangeiros reunir-se em pequenos grupos nos lares, visando comunhão, mas atos evangelísticos e a participação de afegãos eram proibidos. Obreiros cristãos foram expulsos do país; rádios e canais de televisão foram proibidos; e a Polícia do Vício e dos Bons Costumes monitora estritamente o comportamento religioso.
A situação daqueles que decidiram deixar o islã e dos considerados apóstatas continua a ser difícil. Mas, apesar das lutas e obstáculos, a Igreja afegã está crescendo, ainda que de forma clandestina.

A Perseguição


Enquanto manteve o poder, o Talibã instituiu um novo governo teocrático com base em uma rigorosa interpretação da sharia. A liberdade religiosa sofreu severas restrições como consequência das regulamentações impostas pelas diversas facções presentes no país. Quase todo o território afegão assistiu a uma vigorosa promoção do islã, que resultou, de maneira geral, em uma opressão jamais vista contra a pequena comunidade cristã. As leis e os costumes afegãos exigem uma filiação religiosa. O ateísmo é considerado apostasia, crime passível de morte.

Por princípio, todos os afegãos são considerados muçulmanos e as conversões são ilegais.
Os convertidos podem ser condenados à morte por apostasia. Os não-muçulmanos residentes no país podem praticar a sua fé, mas não podem evangelizar. Todos os homens muçulmanos devem participar das orações diárias nas mesquitas, enquanto as mulheres devem fazer suas orações em casa por não poderem orar em público.

O norte do país é o principal fornecedor de ópio do mundo, e os produtores e distribuidores perseguem os cristãos que se opõem às suas atividades. Em julho de 2007, 23 jovens missionários evangélicos sul-coreanos foram capturados na Província de Ghazi, sul do país. Em sua maior parte, eram mulheres com idades entre 20 e 30 anos, e todos eram membros da Igreja da Comunidade Saemmul em Bundang, ao sul de Seul. Eles partiram no dia 13 de julho para o Afeganistão para realizar "atividades evangélicas e tarefas voluntárias" em hospitais e lares de acolhida para crianças.

Os talibãs exigiram que uma tropa sul-coreana (cerca de 200 homens) fosse retirada do Afeganistão, que fosse pago um resgate em dinheiro e que oito de seus militantes fossem libertos em troca dos reféns. Dois dos reféns sul-coreanos, entre eles o pastor Bae Hyung-Kyu, foram mortos pelos radicais quando os prazos para o cumprimento das exigências expiraram. Em meados de agosto, os talibãs libertaram duas reféns doentes, como "um gesto de boa vontade". Depois de seis semanas em cativeiro, as autoridades da Coréia do Sul fecharam um acordo com os rebeldes pela libertação de todos os reféns, em troca de que o país acelerasse a retirada de seu pessoal civil e militar do Afeganistão e contivesse o envio de missionários cristãos ao país.

Motivos de oração

  • Os futuros líderes do Afeganistão poderão manter um regime fundamentalista ou transformar o país em uma nação livre. Ore para que eles, particularmente aqueles ligados à Aliança do Norte, reconheçam Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e permitam a entrada de missionários cristãos no país.

  • Organizações cristãs foram expulsas do país. Ore para que a nova conjuntura pós-Talibã permita que ministérios cristãos estrangeiros entrem no Afeganistão para servir ao povo afegão.

  • Muitos refugiados afegãos vivem no exterior. Estes refugiados muitas vezes são intelectuais mais liberais que discordam da severidade dos fundamentalistas e poderiam estar abertos ao cristianismo. Alguns deles, se convertidos, poderiam ser chamados pelo Senhor para retornar ao seu país natal, levando a mensagem do evangelho para suas famílias.

  • Os cristãos afegãos mantêm sua fé em absoluto sigilo para evitar a perseguição e a morte. Ore para que recebam ousadia e sabedoria, o que lhes propiciaria a possibilidade de sobreviver e anunciar o evangelho no ambiente extremamente hostil em que vivem.

  • As mulheres afegãs foram dramaticamente afetadas pelo talibã.
    Ore para que o novo governo em formação estimule a igualdade entre homens e mulheres. Ore também para que surjam maneiras criativas de se exercer um ministério voltado às mulheres afegãs.

  • As crianças têm sido as grandes vítimas dos constantes conflitos. Muitas delas sofreram ferimentos graves ou morreram vítimas das minas instaladas pelos soviéticos quando tentavam erradicar a guerrilha islâmica. Ore para que organizações e ministérios de ajuda humanitária encontrem meios de levar o amor de Cristo a essas crianças.

  • As conquistas militares da Aliança do Norte foram marcadas pelo desrespeito aos direitos humanos. Segundo denúncias da imprensa internacional e da ONU, os combatentes da Aliança do Norte cometeram massacres, execuções e atrocidades enquanto avançavam e conquistavam territórios sob o domínio do Talibã. Ore para que o governo pós-Talibã consiga erradicar o ódio e pacificar o país.
Atualizado em: 16.02.2009 21:08