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O centro de todo ministério

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"Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas concernentes a Jesus, conhecendo, porém, somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o ouviram Priscila e Áquila, levaram-no consigo, e lhe declararam com mais precisão o caminho de Deus. (...) Com grande veemência [Apolo] refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo".
Atos 18.24-26; 28

Apolo é um discípulo que aparece no final da segunda viagem missionária de Paulo, quando ele havia passado um tempo em Éfeso, cidade de uma igreja que Paulo fundou e que Timóteo, para quem ele escreve duas cartas do Novo Testamento, era pastor. Tudo o que o texto de Atos tem a nos dizer sobre Apolo está no texto acima: era um homem muito conhecedor das Escrituras, que passou a conhecer melhor ao Senhor quando encontrou-se com Priscila e Áquila. Possivelmente, ele foi batizado pelo Espírito Santo durante o período em que aprendeu com aqueles dois.

Apolo é um exemplo do que deve ser o centro de qualquer ministério: a Palavra de Deus. O texto diz que Apolo era poderoso nas Escrituras e que através delas, mesmo ainda sem ter conhecido profundamente o Senhor, ele provava aos judeus que Jesus era o Cristo. A Bíblia é viva, toda ela revela a Jesus como o Messias. Apolo havia entendido isso e pôs-se a pregar com muita dedicação.

Se nos lembrarmos do restante do livro de Atos, veremos que todos os ministérios dos apóstolos e de outros discípulos consistiam em ensinar a Palavra de Deus. A primeira coisa que Pedro fez ao sair da casa onde ocorreu o derramamento do Espírito Santo, em Atos 2, foi pregar a Palavra. Mostrou no Antigo Testamento como o Senhor havia prometido o Espirito Santo para aqueles dias e como isso cumpria através de Jesus. Estevão, antes de ser apedrejado até a morte, fez uma exposição do Antigo Testamento provando como os judeus perseguiram os profetas até aquele momento e que ali também perseguiam o próprio Filho de Deus, Jesus.

No capítulo que tratamos aqui, também vemos o texto nos dizer que Paulo ficou um ano e sete meses em Corinto ensinando a Palavra de Deus. O ensino das Escrituras, no discipulado ou na pregação para o não-cristão, deve ser o foco de toda atividade exercida na igreja. Podemos ter o que muitos gostam de chamar de ministério (não consigo crer que toda atividade desenvolvida na igreja deva ser chamada assim) de qualquer área, desde que seu propósito seja anunciar e ensinar a Palavra de Deus. Caso contrário, perdemos nosso tempo e foco.

O seu talento é para a dança? Faça-o anunciando e ensinando a Palavra de Deus. Música, teatro, escrita, oratória, ensino, etc.; que com tudo anunciemos a Palavra de Deus. Não é opção haver em um ministério discipulado e este sendo feito com o ensino das Escrituras. Que o Senhor nos ajude e que nos busquemos seguir o exemplo dado na própria Bíblia a esse respeito. Assim, daremos frutos excelentes e também sentido ao nosso ministério.

Publicado por Nivton Campos em 18-nov-2011, 16h10

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