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Servindo com as vestes rasgadas

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Paulo e Barnabé entraram na cidade de Icônio, lugar em que havia muitos judeus e também gentios que adoravam a deuses pagãos, como Júpiter e Mercúrio. Para resumir muito a história - que espero que você leia, Paulo e Barnabé são confundidos com esses dois deuses, por causa dos milagres que o Senhor fazia através deles. Os sacerdotes pagãos da cidade vêm até os dois para lhes oferecer sacrifícios, como se eles fossem mesmo deuses.

A atitude dos discípulos é de assumir o mais claro sinal de humilhação que eles conheciam: como todo judeu que quer demonstrar humilhação, eles rasgam suas vestes e impedem, a muito custo, o povo de lhe oferecer tais sacrifícios. Paulo e Barnabé não estavam em busca de fama, sucesso (mesmo que ministerial, como ouvimos por aí) ou qualquer reconhecimento. Eles serviam e ganhavam destaque por isso, mas rasgavam suas vestes, se necessário.

A lógica hoje é tão contrária... Confunde-se tanto mercado gospel com ministério, que facilmente identificamos muitos Júpiteres (é assim o plural disso??) e Mercúrios por aí. O pregador do Evangelho, seja o que o faz por qualquer meio de expressão, deve estar consciente que leva a Palavra de Deus a pessoas que podem confundir as coisas, como fizeram aqueles sacerdotes. E devem estar preparados para corrigi-las, assim como os discípulos ali fizeram, não tirar proveito da situação.

Quantas pessoas inocentes e bem intencionadas já não ofereceram "sacRifício$" a pregadores e ministros de qualquer natureza, por terem recebido uma bênção de Deus através de suas vidas, e estes aceitaram tal sacrifício? Ou elevaram sua estima por tais pregadores (ou deveria chamá-los de artistas?) ao ponto de fazerem deles ídolos gospel. Em shows musicais, por exemplo, isso é tão comum...

Aqueles que recebem a Cristo através de nós devem também ser instruídos por nós a caminharem corretamente. Qualquer benefício que tenhamos por pregar a Palavra de Deus deve vir do próprio Senhor. Ele pode, com toda a liberdade, usar alguém para nos abençoar. Mas certamente a situação não será semelhante à esse exemplo dos discípulos. Paulo e Barnabé não aceitaram o sacrifício por que antes de terem rasgadas as suas vestes, já haviam feito isso com o seu coração. Eles serviam a Cristo com intenções puras e sinceras, buscando agradar e ganhar o favor de Deus, não de qualquer outro.

Que o Senhor guarde nosso coração para que o sirvamos com integridade, sinceridade e humildade. Pois a glória é dele, que fazia tudo através dos apóstolos e ainda faz através de nós.

Publicado por Nivton Campos em 05-jan, 08h49

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